segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Convento de Sampayo

Do alto da colina vê-se a fronteira fluvial, tantas vezes reconquistada. Em baixo Vila Nova de Cerveira, em cima a ARTE.
O convento estava em ruínas e foi reconstruído para servir de local de criação e exposição artística.
Foi um privilegio visita-lo.

Convento de Sampayo

Cangas - Vigo

A barriga cheia de petiscos, o cheiro a peixe com que se faz petiscos, as gaivotas a gozar connosco pelo facto de não termos asas nem barco para visitarmos as ilhas ali tão perto...
Arredores de Vigo

domingo, 12 de agosto de 2007

Riodades em Agosto

A Festa da Senhora da Alegria traz a Riodades gente de todos os quadrantes. A Senhora abençoa a aldeia e regressa à sua capela. Para o ano tudo se voltará a repetir.
Riodades em Agosto

sábado, 11 de agosto de 2007

Montemuro - Gaiteiros de Lisboa

O palco na Serra de Montemuro. Ao fundo Campo Benfeito a entardecer. Há momentos em que é preciso ter algo para registar a luz que este planeta recebe.
Montemuro - Gaiteiros de Lisboa

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Chaves - 19 Julho 2007

Saltei da cama com o estimulo do pequeno-almoço feito por terceiros e pronto a consumir. As primeiras horas do dia passaram-se em busca de alguém do poder local a quem apresentar propostas culturais. Depois de uma passagem rápida na biblioteca fomos almoçar CARNE da região. Porco, vaca, enchidos tudo na mesma refeição.
À tarde comecei por ter um encontro rápido com os responsáveis pela oferta cultural aos cidadãos e à saída reparei nos comboios antigos que se avizinhavam da estação extinta onde agora moram os serviços sócio-culturais camarários. Fui-me aproximando à medida que fotografava até que uma voz me diz para estar à vontade e visitar o interior da antiga gare. Passado pouco tempo ouvia na primeira pessoa a luta que desde 1990 se deu entre ferroviários e o poder local. Segundo me contaram, já em 1985 os autarcas assinaram um protocolo com o poder central em que se comprometiam a fechar as vias férreas a favor da construção de uma via rápida (assim se chamavam na altura as auto-estradas) que unia as principais cidades do interior. O que se passou cinco anos depois é que os caminhos de ferro foram extinguindo linhas e a estrada não apareceu. As empresas de autocarros foram florescendo à custa disso e a população perdia acesso ao exterior. Todas as propostas de turismo ferroviário foram negadas pelo poder local e a própria C.P. foi chantageada de forma a não aceitar nenhum plano turístico que reabilitasse os comboios. Chegaram a prometer fazer ciclovias numa zona toda ela montanhosa no local das linhas para inviabilizar os projectos e no fim o que ficou foi um museu com 3 carruagens anteriores a 1920 e um vagão dos correios. O museu que falo só abre às quintas-feiras e fecha às 17h, hora em que já falávamos do fracasso do 25 de Abril e me contavam como foram esses tempo em Trás-os-Montes.
De lá segui para a biblioteca e da biblioteca voltei para o quarto. Adormeci e só com um telefonema da D. Gemina me levantei e corri para as termas onde tinha combinado com ela e com os meus pais. Das termas à Quinta de Samaiões são 5 minutos de carro. É uma quinta brasonada, transformada em hotel rural e restaurante. Toda a decoração e re-construção está feita com bom gosto. Quadros do Mário Lino alegram a sala sóbria pela pedra e madeira. O jantar estava divinal e o vinho de Valpaços nunca me desiludirá. A D. Gemina contou de novo algumas das suas histórias e aconselhou, partilhou receitas naturais, deu conselhos, recitou poemas dela e da tradição popular. Realmente a vida dela daria uma série muito boa ou uma novela muito má. Quem sabe se não será um projecto a seguir.
Acabado o jantar conduziu-nos ao Shiva Bar, um espaço repleto de estátuas indianas provenientes de Espinho, com chás e outros ingredientes orientais. A música e a televisão contrastavam com o local e os clientes nada tinham de espirituais.
Falei toda a noite com a D. Gemina, falou-me dos elementos curativos do vinagre, do eucalipto macho (cuja folha em forma de espada é diferente da fêmea mais redonda na ponta), da salsa e da sabedoria popular que antes da tecnologia chegar já poupava vidas, permitindo a sobrevivência das populações.
Saímos do bar às 2 da manhã, eu já bocejava sem posição em cima dos bancos mais desconfortáveis da região e sonhava com esta cama que agora me agracia com uma insónia fatigada.
Sinto-me ligeiramente só. Adiei a partida para sábado. Afinal não é todos os dias que se está em Chaves.
Chaves

Coimbra-Chaves - 18 Julho 2007

O meu pai acorda-me dizendo que 9h30 é tarde. Despacho-me o mais que posso e saímos às 10h20 em direcção a Chaves. Não parámos pelo caminho e às 13h estamos estacionados à frente ao Hotel da minha mãe. Único facto a reparar na viagem é que a auto-estrada está completa até Chaves. Ainda em Maio a caminho de Espanha tive de fazer um desvio de meia-hora porque uma das pontes não fora ainda inaugurada.
Seguimos os três directos para o almoço. Sopa, bacalhau e abacaxi e sesta logo a seguir. O meu quarto é pequeno mas asseado e com casa de banho. Um bar vizinho debita musica tecno toda a tarde. Esqueço-me de um rock rural que acabara de compor mas aponto a letra. Não consigo propriamente dormir porque entre o tecno e o telefone não há descanso nesta terra, mas a dor de cabeça matinal esvanece e a temperatura amena ajuda a querer sair. Profissional sigo à procura de internet. No primeiro bar negam-me a hipótese de ligar o meu computador e a busca continua. Depois de vários pedidos de informações sigo à procura dos correios e da biblioteca pelo lado de fora da muralha. O céu azul está sarapintado de nuvens e o verde do jardim com o castanho gasto da muralha fazem-me tirar a máquina de fotografar da mochila. Vou andando e fotografando até que uma senhora com alguma idade me pergunta se alguém na minha família tem infecções urinárias, respondo que eu saiba não e ela mostra-me as plantas que está a apanhar do jardim público. Começa-me a falar da planta, depois de outras plantas e formas simples de curar outras coisas menos complicadas e sento-me a conversar com ela. Como é costume a norte do Mondego, passado meia-hora conta-me a vida toda, incluindo que é mãe do pintor Mário Lino e que tem uma quinta com uma fonte única que caso eu queira posso ir fotografar. Enquanto me acompanha à biblioteca lê-me alguns poemas que escreveu e outros que apontou, ditados por uma senhora de 87 anos. Falam da morte com uma ligeireza que só quase nove décadas permitem. Deixa-me na biblioteca e combinamos eu ligar no dia seguinte para marcar um jantar na Quinta de Samaiões.
A biblioteca está prestes a fechar mas como eles não desligam o modem sem fios acabo por ficar à porta da biblioteca a trabalhar.
Passado um bocado aparecem os meus pais que vão jantar junto à ponte romana. Combino ir lá ter e vou fotografar o pôr-do-sol do castelo. As andorinhas em bando fazem tanto barulho como gaivotas à volta da traineira e entretenho-me durante um bom bocado. Já mais escuro sigo para o restaurante, aproveito para lhes mostrar as fotografias de Bruxelas e de seguida vamos às termas beber a água quente da noite.
O meu pai boceja tanto que vai quase de olhos fechados até ao hotel. Deixo-os à porta e dou uma pequena volta antes de voltar para o quarto. Amanhã será um dia comprido mas em Chaves raramente isso não é um bom sinal.

Bruxelas - 13 de Julho

O avião partiu com mais de uma hora de atraso. Ainda bem, ninguém tinha nenhuma pressa especial, excepto eu. À chegada uma pequena comitiva aguardava a nossa, levando-nos para o Hotel perto do centro da cidade. Pousei as coisas e fui comer no bar mais próximo. A fome apertava e várias marcas de cerveja convidavam. Depois sei uma volta pelas redondezas e regressei ao Hotel à hora de jantar. A comida era requintada e com muito bom gosto, servida em doses humanas, não de alarves nortenhos que a seguir foram comer Pita Shoarmas. Findo o jantar fui com o Guerreiro e o Salgueiro até ao centro. Na praça central - GrandPlatz - ouvia-se Carlos Paredes e Madredeus enquanto luzes policromáticas iluminavam a fachada da câmara municipal. Depois fomos visitar o eneken piss e procurar um tal bar de jazz que o Salgueiro tanto queria. Desisti eu e o Guerreiro e ficámos numa esplanada a beber e conversar. Bruxelas é o melhor sítio do mundo para beber e conversar.
Regressámos ao Hotel eram uma 3 da manhã locais e uma falta de energia escurecia o Hotel. Passadas 3 horas acordava com as luzes do quarto a ofuscar-me o sono, mas não reparei no ar condicionado programado para congelar carnes. Acordei passado umas horas constipado e com dor de cabeça partilhada pela cerveja e pelo ar condicionado.

Bruxelas - 14 de Julho 2007

O pequeno almoço é a melhor parte do dia nestas ocasiões. E assim foi.
Acabado seguimos para o local do concerto, desempacotar instrumentos, distribuir camarins, tratar dos problemas triviais que sempre surgem. Depois do teste de som almoçámos e alguns de nós seguiram para o Hotel. Entretanto chegava mais um dos músicos e ainda fui beber uma cerveja com ele antes do banho e regresso ao palco onde o concerto começaria às 20h. Muito público para um cartaz ecléctico e internacional. O concerto correu-lhes bem e foi bom ver gente a dançar e cantar, mesmo que não percebesse as letras e fosse a primeira vez que ouvia tais melodias.
Depois do concerto voltámos ao hotel e fomos comer qualquer coisa. Deitei-me cedo com umas batatas fritas na mesinha de cabeceira. Não consegui dormir. Bruxelas é o sítio ideal para insónias.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Bruxelas - 15 Julho 2007
























Domingo estava mais constipado que nunca. Sentia-me culpado por estar doente e não ter usufruído de tudo que a cidade tinha para me dar. Com o Guerreiro dei uma volta final ao centro da cidade antes de apanharmos o autocarro para o Festival onde almoçámos.
Pouco depois embarcámos e regressei à cidade onde o António Costa tinha acabado de ganhar as eleições.
Jantei só e dormi tarde.